Mudanças na vida das novas revertidas
Como não sou homem, não posso dizer com clareza o que muda na vida dos moçoilos que escolhem o Islam por religião. Sei por alto que eles ficam desesperados por não poderem namorar e saem correndo atrás de uma esposa. então, moças… não se casem com o primeiro que aparecer, rsrsrs.
Mas posso falar das mulheres. Talvez a primeira mudança visível sejam as roupas. Mesmo que não usem imediatamente o hijab (que deve ser adotado quando houver segurança absoluta). Acontece que nós passamos a usar roupas mais discretas: abandonamos os shortinhos e camisetas regata. Parece bobagem, mas é uma reformulação de guarda-roupa! No começo temos que combinar as roupas que temos. Talvez por isso tenham dito na faculdade (quando fiz meus 6 meses de Jornalismo em uma facul particular, uma creche para jovens) que eu só usava pijama, rs. Fazer o quê…. Com o tempo compramos as roupas certas e ficamos elegantes, sem roupas apertadas e barriga de fora.
Ainda conheço irmãs que adotaram o hijab imediatamente. No começo pensamos que todo mundo está olhando pra gente (e geralmente está), ficamos assustadas, queremos passar despercebidas a todo custo. E sentimos calor, muito calor. Mas o que aconteceu comigo foi o seguinte: transferência para o marido. Agora eu nem percebo mais se estão me olhando, o meu marido é que percebe e fica incomodado. Também não sinto mais tanto calor, mesmo andando o dia todo no Rio de Janeiro: o meu marido não suporta o calor e reclama mais do que eu. Mas para que o impacto inicial do véu passe logo, sugiro um joguinho: quando alguém olhar demais, olhe de volta, de um sorriso e até um tchauzinho. E veja só como a pessoa fica completamente sem graça! Depois venha aqui no blog e conte, é claro. Tenho feito isso ultimamente, e às vezes o que dá vontade de sair é justamente fazer o jogo. E aposto que quem levou uma encarada séria de uma muçulmana nunca mais encara outra mulher de véu… nem freira, nem muçulmana, nem a maluca de Copacabana (para quem não sabe, é uma mulher vestida de branco, com um véu branco na cabeça, que fica pelo calçadão falando sobre o fim do mundo).
Outra mudança: as orações. É muito estranho começar a rezar cinco vezes por dia para quem rezava no máximo antes de dormir. Mas é preciso ter persistência… se acrescentarmos as orações aos poucos, uma a uma, fica mais fácil. Depois é difícil abandonar, porque as orações acabam marcando o ritmo do dia.
A melhor mudança é a interna. O modo como encaramos o mundo, as fatalidades e até a morte. Mas isso eu não posso explicar, cada um sente de um jeito diferente.
Bem, esse post é uma resposta ao comentário da Vanessa. Espero ter ajudado em algo.
Salam!





